quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ANEL DO SELO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Na época dos Reis havia um adorno que se revestia de importância muito especial quando nele era gravado um sinete (símbolo ou marca) que identificava o seu portador.
Os reis usavam dito anel (mais tarde seria conhecido por anel do selo) para imprimir a sua marca sobre o lacre (cera etc.) que era empregado para fechar qualquer documento real, visando a torná-lo inviolável.
Ora, um documento lacrado que contivesse o sinete real era tido como autêntico e ganhava, com isso, credibilidade plena - não podia ser alterado, no todo ou em parte! Era, de fato, a vontade imutável do soberano!
Pois bem, vejamos um episódio bíblico onde o anel do selo é citado.

O TEXTO BÍBLICO

O texto de onde extraímos o versículo abaixo trata das penalidades impostas pelo Senhor ao rei Jeconias (uma alterada forma de Joaquim), de Judá, filho de Jeoaquim. Jeconias reinou apenas três meses e prosseguiu com as mesmas transgressões praticadas por seu pai. Enfim, praticou o que era mal aos olhos do Senhor.

Eis o texto:

Jr 22:24, 25
"Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, ainda que Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo da minha mão direita, eu dali o arrancaria.
Entregar-te-ei, ó rei, na mão dos que procuram tirar-te a vida, e nas mãos daqueles a quem temes, a saber, nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão dos caldeus."

Pois bem, a profecia cumpriu-se quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém e levou cativo o rei Jeconias, fato assim descrito em:

2Rs 24:15
"Transferiu também a Joaquim para a Babilônia, a mãe do rei, as mulheres deste, seus oficiais, e os homens principais da terra, ele os levou cativo para a Babilônia."

IRA DIVINA

Analisemos, agora, este trecho do versículo 24, que diz: "...o anel do selo...". Ora, nós sabemos que o Senhor jamais necessitaria de algum anel para dar credibilidade às suas palavras. Mas, acontece que para permitir uma exata dimensão de seu aborrecimento no tocante à conduta do rei Jeconias, Ele se expressara daquela maneira, porque o anel do selo real era visto pelos homens, não apenas um adorno, mais como um objeto da maior relevância, do qual o rei jamais se desfaria!
Aí está, por mais importante que Jeconias pudesse parecer aos seus súditos, aos olhos do Senhor ele não passava de um objeto inútil e descartável! E tanto era verdade, que seria entregue nas mãos do rei da Babilônia, conforme havia sido profetizado!
Com o mesmo rigor Deus alcançara outros vultos importantes da história sagrada, por causa das freqüentes transgressões cometidas através de atos efetivados da maneira mais abominável possível. E sobre tal rigor o Antigo Testamento está repleto de narrativas! Vejamos alguns deles:

• Adão e Eva - expulsos do paraíso;
• Caim - amaldiçoado por matar seu irmão Abel;
• Mulher de Ló - por desobediência, virou estátua de sal;
• Faraó, rei do Egito - castigado com a morte de seu primogênito;
• Nadabe e Abiú - mortos por levarem fogo estranho à presença de Deus;
• Coré, Datão e Abirão - mortos por se rebelarem contra Moisés; etc.

Note-se que naquele tempo a humanidade estava sob o império da Lei!

A MUDANÇA

Alguém poderá indagar: - Com a aplicação de duras penas sobre os infratores os homens pararam de pecar? Infelizmente não! Os povos continuaram a transgredir as normas do Senhor, até um instante em que Deus, por amar tanto ao homem, enviou ao mundo o seu Filho Jesus com a suprema missão de salvar almas, mas através de mensagens onde pontificava o AMOR!
Tais mensagens, difundidas pelos quatro cantos da terra, conhecidas como o Novo Testamento, trouxeram até nós palavras de salvação e de vida eterna, com um efeito miraculoso sobre um número incontável de convertidos.

O PECADO E O JUÍZO

Apesar dessa maravilha, aqui pode caber outra pergunta similar à acima consignada: - Após a vinda do Senhor Jesus os homens deixaram de transgredir as normas do Senhor? Novamente consignamos que: infelizmente não! Muitos são os que não ouvem e nem se interessam em ouvir a voz do Senhor! Eles estão escravizados às coisas do mundo e entendem que a felicidade consiste em adquirir bens e levar uma vida fausta, sem se lembrar de que cabe ao Senhor o poder de dar e tirar! Na sua pequena maneira de pensar tais homens concentram o seu pensamento na busca diária de bens materiais e armazenar tesouros. É de se lamentar que pensem assim, porque a nossa passagem aqui pela terra está limitada a um pequeno punhado de anos (média de menos de 70 anos!).
Enquanto isso, além da vida terrena há toda uma Eternidade a espera do homem , dividida em:

A) a glória eterna, para os que andarem em santificação; e
B) o fogo eterno, para os pecadores.

Ressalte-se que para andar num desses caminhos o homem deverá passar pelo Grande Juiz!
Agora, se o ímpio tomar conhecimento dessas coisas e nos perguntar: - Quem é o dono da vida na Eternidade? Será que no dia do grande juízo, se formos apanhados em pecado teremos nova oportunidade de nos redimir?
As respostas são simples e se encontram nestas palavras:

O DONO DA ETERNIDADE : JESUS!
Jo 14:6
"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."


O DIA DO JUÍZO
Hb 9:27
"... aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo."

As duas respostas não deixam dúvidas: o Senhor Jesus é o dono da vida eterna; as oportunidades de remissão de pecados estão limitadas à vida terrena do homem!

PERÍODO DA GRAÇA

É importante ressaltar que o Senhor Jesus veio ao mundo não para desobedecer aos preceitos legais, mas trazendo uma mensagem de amor e palavras de salvação! Por assim ser, fora estabelecido, então, o PERÍODO DA GRAÇA, onde Ele pregava que os pecados do homem poderiam ser perdoados mediante arrependimento do infrator e de sua conversão aos caminhos de Deus. E que pendências, entre si, deveriam ser solucionadas à luz do entendimento e com muito amor no coração!
Mas viver no período da graça, onde impera o amor e o perdão, não equivale dizer que o homem possa andar no pecado imaginando que, num determinado momento julgado de sua conveniência, possa utilizar-se de um "entendimento" que lhe satisfaça. E muito menos pensar que: O Senhor Jesus é muito bonzinho! Por ser Ele o dono da vida e o meu Juiz, estou seguro de seu perdão! Que engano! O Senhor Jesus perdoa, sim, eventuais transgressões praticadas involuntariamente. Mas, se for de Sua vontade, com a mesma autoridade que perdoa Ele pode permitir que o pecador seja provado! E seria terrível para o infrator ouvir do Senhor Jesus as mesmas palavras ditas pelo seu Pai em relação a Jeconias!
O Senhor Jesus é bom, generoso, e nos ama sem medidas, mas abomina o pecado!

A SALVAÇÃO

A grande verdade é que ninguém deseja imaginar-se descartável pelo Senhor. O homem anseia por sua salvação e tenta levar uma vida que o faça merecedor de tal graça! Só que aquele que não conhece o verdadeiro Jesus, o Deus vivo, às vezes busca aproximar-se dEle por caminhos complicados, quando está em suas próprias mãos alcançá-Lo de maneira simples. Para tanto, basta arrepender-se dos pecados praticados, aceitá-Lo como o único e verdadeiro Deus de sua vida, e ser obediente no cumprimento de Seus Estatutos! Se assim proceder, jamais correrá o risco de ser considerado como anel do selo descartável!
Amém!

QUE A PAZ DO SENHOR JESUS ESTEJA COM TODOS !

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