CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Na época dos Reis havia um adorno que se revestia de importância muito especial quando nele era gravado um sinete (símbolo ou marca) que identificava o seu portador.
Os reis usavam dito anel (mais tarde seria conhecido por anel do selo) para imprimir a sua marca sobre o lacre (cera etc.) que era empregado para fechar qualquer documento real, visando a torná-lo inviolável.
Ora, um documento lacrado que contivesse o sinete real era tido como autêntico e ganhava, com isso, credibilidade plena - não podia ser alterado, no todo ou em parte! Era, de fato, a vontade imutável do soberano!
Pois bem, vejamos um episódio bíblico onde o anel do selo é citado.
O TEXTO BÍBLICO
O texto de onde extraímos o versículo abaixo trata das penalidades impostas pelo Senhor ao rei Jeconias (uma alterada forma de Joaquim), de Judá, filho de Jeoaquim. Jeconias reinou apenas três meses e prosseguiu com as mesmas transgressões praticadas por seu pai. Enfim, praticou o que era mal aos olhos do Senhor.
Eis o texto:
Jr 22:24, 25
"Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, ainda que Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo da minha mão direita, eu dali o arrancaria.
Entregar-te-ei, ó rei, na mão dos que procuram tirar-te a vida, e nas mãos daqueles a quem temes, a saber, nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão dos caldeus."
Pois bem, a profecia cumpriu-se quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém e levou cativo o rei Jeconias, fato assim descrito em:
2Rs 24:15
"Transferiu também a Joaquim para a Babilônia, a mãe do rei, as mulheres deste, seus oficiais, e os homens principais da terra, ele os levou cativo para a Babilônia."
IRA DIVINA
Analisemos, agora, este trecho do versículo 24, que diz: "...o anel do selo...". Ora, nós sabemos que o Senhor jamais necessitaria de algum anel para dar credibilidade às suas palavras. Mas, acontece que para permitir uma exata dimensão de seu aborrecimento no tocante à conduta do rei Jeconias, Ele se expressara daquela maneira, porque o anel do selo real era visto pelos homens, não apenas um adorno, mais como um objeto da maior relevância, do qual o rei jamais se desfaria!
Aí está, por mais importante que Jeconias pudesse parecer aos seus súditos, aos olhos do Senhor ele não passava de um objeto inútil e descartável! E tanto era verdade, que seria entregue nas mãos do rei da Babilônia, conforme havia sido profetizado!
Com o mesmo rigor Deus alcançara outros vultos importantes da história sagrada, por causa das freqüentes transgressões cometidas através de atos efetivados da maneira mais abominável possível. E sobre tal rigor o Antigo Testamento está repleto de narrativas! Vejamos alguns deles:
• Adão e Eva - expulsos do paraíso;
• Caim - amaldiçoado por matar seu irmão Abel;
• Mulher de Ló - por desobediência, virou estátua de sal;
• Faraó, rei do Egito - castigado com a morte de seu primogênito;
• Nadabe e Abiú - mortos por levarem fogo estranho à presença de Deus;
• Coré, Datão e Abirão - mortos por se rebelarem contra Moisés; etc.
Note-se que naquele tempo a humanidade estava sob o império da Lei!
A MUDANÇA
Alguém poderá indagar: - Com a aplicação de duras penas sobre os infratores os homens pararam de pecar? Infelizmente não! Os povos continuaram a transgredir as normas do Senhor, até um instante em que Deus, por amar tanto ao homem, enviou ao mundo o seu Filho Jesus com a suprema missão de salvar almas, mas através de mensagens onde pontificava o AMOR!
Tais mensagens, difundidas pelos quatro cantos da terra, conhecidas como o Novo Testamento, trouxeram até nós palavras de salvação e de vida eterna, com um efeito miraculoso sobre um número incontável de convertidos.
O PECADO E O JUÍZO
Apesar dessa maravilha, aqui pode caber outra pergunta similar à acima consignada: - Após a vinda do Senhor Jesus os homens deixaram de transgredir as normas do Senhor? Novamente consignamos que: infelizmente não! Muitos são os que não ouvem e nem se interessam em ouvir a voz do Senhor! Eles estão escravizados às coisas do mundo e entendem que a felicidade consiste em adquirir bens e levar uma vida fausta, sem se lembrar de que cabe ao Senhor o poder de dar e tirar! Na sua pequena maneira de pensar tais homens concentram o seu pensamento na busca diária de bens materiais e armazenar tesouros. É de se lamentar que pensem assim, porque a nossa passagem aqui pela terra está limitada a um pequeno punhado de anos (média de menos de 70 anos!).
Enquanto isso, além da vida terrena há toda uma Eternidade a espera do homem , dividida em:
A) a glória eterna, para os que andarem em santificação; e
B) o fogo eterno, para os pecadores.
Ressalte-se que para andar num desses caminhos o homem deverá passar pelo Grande Juiz!
Agora, se o ímpio tomar conhecimento dessas coisas e nos perguntar: - Quem é o dono da vida na Eternidade? Será que no dia do grande juízo, se formos apanhados em pecado teremos nova oportunidade de nos redimir?
As respostas são simples e se encontram nestas palavras:
O DONO DA ETERNIDADE : JESUS!
Jo 14:6
"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."
O DIA DO JUÍZO
Hb 9:27
"... aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo."
As duas respostas não deixam dúvidas: o Senhor Jesus é o dono da vida eterna; as oportunidades de remissão de pecados estão limitadas à vida terrena do homem!
PERÍODO DA GRAÇA
É importante ressaltar que o Senhor Jesus veio ao mundo não para desobedecer aos preceitos legais, mas trazendo uma mensagem de amor e palavras de salvação! Por assim ser, fora estabelecido, então, o PERÍODO DA GRAÇA, onde Ele pregava que os pecados do homem poderiam ser perdoados mediante arrependimento do infrator e de sua conversão aos caminhos de Deus. E que pendências, entre si, deveriam ser solucionadas à luz do entendimento e com muito amor no coração!
Mas viver no período da graça, onde impera o amor e o perdão, não equivale dizer que o homem possa andar no pecado imaginando que, num determinado momento julgado de sua conveniência, possa utilizar-se de um "entendimento" que lhe satisfaça. E muito menos pensar que: O Senhor Jesus é muito bonzinho! Por ser Ele o dono da vida e o meu Juiz, estou seguro de seu perdão! Que engano! O Senhor Jesus perdoa, sim, eventuais transgressões praticadas involuntariamente. Mas, se for de Sua vontade, com a mesma autoridade que perdoa Ele pode permitir que o pecador seja provado! E seria terrível para o infrator ouvir do Senhor Jesus as mesmas palavras ditas pelo seu Pai em relação a Jeconias!
O Senhor Jesus é bom, generoso, e nos ama sem medidas, mas abomina o pecado!
A SALVAÇÃO
A grande verdade é que ninguém deseja imaginar-se descartável pelo Senhor. O homem anseia por sua salvação e tenta levar uma vida que o faça merecedor de tal graça! Só que aquele que não conhece o verdadeiro Jesus, o Deus vivo, às vezes busca aproximar-se dEle por caminhos complicados, quando está em suas próprias mãos alcançá-Lo de maneira simples. Para tanto, basta arrepender-se dos pecados praticados, aceitá-Lo como o único e verdadeiro Deus de sua vida, e ser obediente no cumprimento de Seus Estatutos! Se assim proceder, jamais correrá o risco de ser considerado como anel do selo descartável!
Amém!
QUE A PAZ DO SENHOR JESUS ESTEJA COM TODOS !
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
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