quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

BÊNÇÃOS

AO PRIMOGÊNITO

Na época de José, filho de Jacó, era tradição o primogênito de uma família receber benção especial de seu pai. A bênção era na realidade uma profecia invocada em favor da vida do abençoado, e que deveria acompanhá-lo por toda a sua existência.
Ela consistia numa imposição da mão direita do pai sobre a cabeça do filho, acompanhada de votos de felicidades e vitórias a Deus.
Por esse motivo, era de se lamentar alguém ficar sem as graças de seu pai. Tanta importância era dada àquele ato que o avô, por sua sabedoria, era às vezes chamado a também abençoar a seu neto.

A BÊNÇÃO DO AVÔ

E foi por esse motivo que José, pai de Manassés e Efraim, nascidos no Egito, os levou até Jacó (Israel), seu avô, para abençoá-los - Jacó não os conhecia.
Esta passagem bíblica narra os acontecimentos que se sucederam quando José apresentou os seus dois filhos para serem abençoados por Jacó (a idade de Jacó era de cento e trinta anos e a sua visão era turva):

Gn 48:13
"Depois José tomou a ambos, a Efraim na sua mão direita à esquerda de Israel, e a Manassés na sua esquerda à direita de Israel, e fê-los chegar a ele."

Gn 48:14
"Mas Israel estendeu a mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim que era o mais novo, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, cruzando assim as mãos, não obstante ser Manassés o primogênito."

Depois disso seguiu-se a bênção de Jacó. Mas José, julgando que o pai fizera algo de errado, manteve com ele este diálogo:

Gn 48:17
"Vendo José que seu pai pusera a mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi-lhe isto desagradável, e tomou a mão de seu pai para mudar da cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés."

Gn 48:18
"E disse José a seu pai: Não assim, meu pai, pois o primogênito é este; põe a tua mão direita sobre a cabeça dele."

Gn 48:19
"Mas seu pai o recusou, e disse: Eu sei, meu filho, eu o sei; ele também será um povo, também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior do que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações."

José, pelo respeito ao pai e por compreender suas sábias palavras, não mais fez nenhuma consideração sobre o fato.

O ESPÍRITO SANTO

Este episódio ilustra bem a diferença entre uma pessoa agindo em função da carne e outra direcionada pelo espírito. José, pela tradição, julgara que o pai havia cometido um engano com seus filhos; porém Jacó não os contemplava com os olhos físicos, mas, sim, com os olhos do espírito.
Em verdade, o gesto de Jacó era uma profecia direcionada aos dois, não por sua vontade, mas por força do Espírito Santo e segundo a vontade do Pai.

O PODER DA DESTRA

Um fato importante, todavia, merece ser ressaltado: a imposição da mão direita! Tal gesto, que naquela época era indispensável para os crentes em Deus, além do aspecto tradição, trazia em si uma força espiritual cuja razão humana não podia alcançar, mas que era sentida em toda a sua plenitude pelos presentes à cerimônia. É que ela simbolizava o poder da destra de Deus, ao lado da qual, mais tarde, o Senhor Jesus viria estar após a Sua ressurreição. Assim, ao levantar a mão direita para abençoar a seu filho, o pai, em espírito, invocava o poder e a força do Deus triuno em favor do abençoado. Portanto, um gesto de intensa beleza e significado que era assistido e acompanhado com todo fervor pelos familiares. A confirmação da bênção, é claro, estava nãos mãos do Senhor, o único com poder para tal!

PERDA DA BÊNÇÃO

As Escrituras nos dão conta de várias pessoas que não souberam zelar pelas bênçãos recebidas, desviando-se para andar em caminhos contrários aos Estatutos do Senhor e praticando toda a sorte de iniqüidades; dentre elas estavam reis, juizes, autoridades religiosas e muitas outras. Um exemplo: Saul, ungido do Senhor, desviou-se e pagou caro pelos pecados cometidos!

VITÓRIAS ABENÇOADAS

Mas, por outro lado, temos o relato de pessoas que deixaram os seus nomes inscritos na história sagrada como vitoriosos, exatamente por valorizarem tais bênçãos e se manterem fiéis ao Senhor. Davi, foi um vitorioso na presença do Senhor!

ATUALMENTE

Nos dias atuais, a bênção paterna nos moldes daquele praticado na antiguidade não é um costume generalizado. Entretanto, os pais que crêm em Deus não deixam de rogar ao Senhor bênçãos pela felicidade de seus filhos e por sua caminhada. Dessa forma, o crente, onde estiver, deve cuidar para sempre merecer tais bênçãos de seu pai carnal e clamar ao Senhor (pelo poder do sangue de Jesus), para que sejam confirmadas em espírito!
Assim procedendo e desde que respeite os Estatutos do Senhor, poderá contar sempre com a destra poderosa do Pai a abençoá-lo.
Amém!

QUE A PAZ DO SENHOR JESUS ESTEJA COM TODOS !

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